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DR NEWS Urandir e62f 9 et Urandir   News 2014   15ed1 protesto cop25 b    COP 25: veja repercussão do acordo que adiou para 2020 decisões sobre combate ao aquecimento global by Urandir Oliveira
Entre os pontos positivos da conferência da ONU sobre o clima, segundo especialistas, estão a mobilização da sociedade civil pedindo ações concretas. Entre os negativos, o fracasso em regulamentar o mercado de créditos de carbono. Considerado “minimalista”, “frustrante” ou “oportunidade perdida” por participantes e observadores, o texto final da conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 25, adia para 2020 a tomada de decisões sobre ações coordenadas entre países contra o aquecimento global.
Se, por um lado, os quase 200 países participantes concordaram em apresentar “compromissos mais ambiciosos” para reduzir as emissões de gases poluentes no ano que vem, por outro lado não conseguiram agir com o mesmo senso de urgência exigido pela comunidade científica e grupos de jovens que protestaram em todo o mundo, inspirados pela ativista Greta Thunberg.
Essa mobilização da sociedade civil foi, por sinal, apontada por especialistas como um dos principais pontos positivos desta COP, diferenciando-a das outras 24 edições do evento.
“O ponto mais positivo foi a demonstração de que, para além da Greta Thunberg, há pressão grande da sociedade civil, das ruas, para que haja ações mais ambiciosas”, disse Alice Amorim Vogas, coordenadora de Política Climática e Engajamento do Instituto Clima e Sociedade (ICS), em entrevista ao G1.
No entanto, decisões como a regulamentação do mercado de carbono e outros mecanismos de cooperação entre países ficaram pendentes por mais um ano.
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Veja, abaixo, a reação de alguns pesquisadores, ambientalistas e autoridades sobre o fim da COP 25.
Manifestantes em defesa do clima no aeroporto de Amsterdã, em 14 de dezembro de 2019
Piroschka van de Wouw/Reuters
Carolina Schmidt, presidente da COP 25
“É triste que não tenhamos chegado a um acordo final [sobre o mercado de carbono]”, disse a ministra do Meio Ambiente do Chile, que presidiu a conferência. “Estivemos muito perto”, acrescentou, dizendo que o objetivo era estabelecer mercados “robustos e ambientalmente sustentáveis”.
Ministra do meio ambiente do Chile, Carolina Schmidt
Manu Fernandez/AP
Greta Thunberg, ativista
“Parece que #cop25 em Madri está desmoronando agora. A ciência é clara, mas a ciência está sendo ignorada. Aconteça o que acontecer, nunca desistiremos. Nós apenas começamos”, escreveu Greta no Twitter.
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Papa diz que ‘palavras estão longe das ações concretas’ contra aquecimento global
Alice Amorim Vogas, coordenadora de Política Climática e Engajamento do Instituto Clima e Sociedade (ICS)
“O ponto mais positivo foi a demonstração de que, para além da Greta, há pressão grande da sociedade civil, das ruas, para que haja ações mais ambiciosas”, disse, em entrevista ao G1. “Essa manifestação social e democrática esteve sempre presente do lado de fora e também dentro. As negociações internacionais estão ganhando ‘caldo’, atração social.”
“A despeito de toda a ação de desmantelamento da política ambiental [no Brasil], houve comparecimento em massa de governadores, prefeitos e do presidente do Congresso [senador Davi Alcolumbre] e demonstrações claras de que a sociedade brasileira continua se esforçando para ter o protagonismo global nessa agenda”, afirmou.
“Porém, o sentimento geral da COP é de um desapontamento. Tinha-se uma expectativa muito grande tanto de que os mecanismos de mercado fossem acordados quanto sinalizações concretas de aumento das metas de ambição dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Saímos sem nenhuma das duas coisas.”
Jennifer Morgan, diretora-executiva do Greenpeace International
“O Acordo de Paris pode ter sido a vítima de uma disputa entre um pequeno grupo de economias poderosas que emitem carbono. Mas eles estão no lado errado desse confronto, no lado errado da história”, afirmou Morgan.
“Países que criaram obstáculos para o clima, como Brasil e Arábia Saudita, autorizados por uma liderança chilena irresponsavelmente fraca, mendigaram acordos sobre carbono e atropelaram cientistas e a sociedade civil.”
Em comunicado, ela disse que “o resultado da COP 25 é totalmente inaceitável”.
“A COP expôs o papel dos poluidores na política e a grande falta de confiança da juventude nos governos”, acrescentou.
Globo terrestre na conferência do clima de Madri, COP 25, em 13 de dezembro de 2019
Paul White/AP
Fabiana Alves, especialista em clima do Greenpeace Brasil
“Essa foi a COP mais longa até hoje. Nós tivemos a presidência do Chile, que causou bastante conturbação, o país está passando por vários protestos e teve que deixar de hospedar a conferência. Essas questões refletiram nas negociações”, disse ao G1.
“A parte de ambição [para metas de redução de ambições] está no texto, mas muita coisa vai ter que ser negociada ano que vem, como o artigo 6, sobre o mercado de carbono.”
“A delegação brasileira estava em Madri, o ministro Ricardo Salles ficou as duas semanas, mas mostrou pouco conhecimento sobre o tema.”
“Nós temos a sociedade civil toda na rua pedindo pelo clima. Tivemos a juventude presente, muito forte, junto com os povos indígenas, fazendo protestos até dentro da COP. A sociedade está mais próxima desse inalcançável mundo das negociações”, declarou.
Helen Mountford, do World Resources Institute (WRI)
“Dados os elevados riscos de diversas brechas discutidas em Madri, foi melhor atrasar do que aceitar regras que comprometeriam a integridade do Acordo de Paris”, avalia. “Essas negociações refletem o quanto líderes dos países estão desconectados do sentido de urgência apontado pela ciência e das demandas de seus cidadãos nas ruas. Eles precisam acordar em 2020.”
António Guterres, secretário-geral da ONU
“Estou decepcionado. A comunidade internacional perdeu uma importante oportunidade para mostrar uma maior ambição para mitigação, adaptação e finanças para combater a crise climática. Não podemos desistir, e eu não vou desistir.”
O secretário geral da ONU, António Guterres, fala a jornalista na sede da entidade, em Nova York, na quarta-feira (18)
Reuters/Carlo Allegri
Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente
“Países ricos não querem abrir seus mercados de créditos de carbono. Exigem medidas e apontam o dedo para o resto do mundo, sem cerimônia, mas na hora de colocar a mão no bolso, eles não querem”, afirmou Salles, em sua conta no Twitter.
“É importante o Brasil deixar claro que o problema das emissões de gases são os combustíveis fósseis. E, portanto, tem que deixar clara a tentativa de disfarçar a discussão dos combustíveis fósseis, afastar e logar para outros temas”, declarou, em entrevista à GloboNews.
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Karen Oliveira, The Nature Conservacy
“O espírito pouco colaborativo entre os cerca de 200 países presentes na COP 25 resultou numa clara falta de ambição coletiva, postergando para 2020 as decisões sobre mercado de carbono e apoio financeiro para países pobres atingidos pela crise climática”, disse ao G1 a Coordenadora de Conservação e Desenvolvimento da ONG “The Nature Conservacy”, que compareceu ao evento.
“Países como Estados Unidos junto com Austrália, Índia, China, Índia, Rússia e o próprio Brasil acabaram por reforçar posturas confrontacionais, que não colaboraram para o consenso na tomada de decisões”, acrescentou.
“O que temos de concreto é um chamamento a realização de esforços mais ambiciosos contra as emergências climáticas. Ao final da plenária de encerramento o clima era de decepção. Ficou evidente a desconexão entre governos e fatos científicos a respeito da crise climática, prevalecendo interesses econômicos.”
Após adiamento e negociação, acordo do clima é fechado na COP 25
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